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 O coração começa a bater e os sentimentos de felicidade, medo e ansiedade se misturam. Sim, você está grávida e pela primeira vez. É um momento mágico e único para as mulheres. Mas um monte de dúvidas e incertezas vem à cabeça.

Quando vou ouvir o coração? Vou ter enjoo? Como preparar o seio para a amamentação? O que comer? Devo parar de usar meus cremes de beleza? Quais exercícios físicos posso fazer? Como sei que está na hora de nascer?

Cada mudança no corpo e cada descoberta têm o poder de encher de alegria as mães.  O que pode atrapalhar esse período, no entanto, é a lista de dúvidas, que surgem a partir da possibilidade da gravidez até a hora do parto. Para respondê-las, confira a seguir dicas de especialistas sobre os mais variados assuntos que rondam o período de gestação.

Sintomas clássicos
Em primeiro lugar, são alguns sintomas clássicos que indicam a possibilidade de estar grávida, como falha menstrual, enjoos matinais, vontade frequente de urinar e tonturas.

Quando notar alguma das alterações, não basta recorrer aos exames de farmácia, que não substituem os laboratoriais. A mulher deve procurar o ginecologista e realizar um teste de gravidez, que consiste na dosagem da gonadotrofina coriônica, hormônio da gravidez, e pode ser urinário ou sanguíneo.

Pré-natal
Após a constatação, é a vez de iniciar o acompanhamento pré-natal.  A saúde da mulher é avaliada por meio de uma série de exames, como hemograma, glicemia, urina, ultrassonografia, sorologias para sífilis, HIV, toxoplasmose, hepatite B.  Alguns deles podem ser repetidos, de acordo com a avaliação do médico.

As consultas são periódicas, porque acompanham o desenvolvimento da gestação e identificam possíveis alterações, assim como têm a tarefa de esclarecer dúvidas e analisar o ganho de peso, o crescimento do útero e o bem-estar do filho.

O Ministério da Saúde recomenda o mínimo de seis: uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no terceiro trimestre, além de uma após o parto. Normalmente a gestante tem retornos mensais nas primeiras 32 semanas, quinzenalmente até a 36ª semana e semanalmente até o parto.

Descobertas
Ouvir os batimentos do coração do bebê é um dos momentos mais aguardados. A experiência normalmente chega a arrancar lágrimas de gestantes e familiares.

A partir da sexta semana, já se ouve e se vê o batimento cardíaco.

Enquanto algumas mães preferem descobrir apenas na hora, outras não abrem mão de saber o sexo da criança. É possível a partir da 12ª semana, pelo exame de ultrassom. Mas é possível também fazer o teste de sexagem fetal, a partir da oitava semana, apenas retirando o sangue da mãe.

Os famosos chutes do feto podem ser notados após a 20ª semana e a sua percepção sofre interferência de fatores como obesidade materna, grau de sensibilidade e quantidade de líquido amniótico. Se observar uma diminuição relevante dos movimentos, procure o médico para garantir que está tudo bem. Vale lembrar que, no fim da gravidez, é comum notar redução, normalmente associada à acomodação do bebê na pelve e à falta de espaço.

Amamentação
Outro detalhe que merece cuidados é a preparação dos seios para a amamentação. É recomendavel massageá-los em dias alternados para que os mamilos se projetem para fora.
Deve-se evitar o uso de cremes sobre os mamilos, porque tendem a tornar a pele mais fina, predispondo a problemas durante a amamentação. Exponha as mamas ao sol como forma de prevenção. Nem pense em esfoliá-los. O ato pode retirar a proteção natural.

Fim da gestação
O fim da gestação costuma trazer muitas dúvidas à mulher: quais são os índícios de que estou prestes a dar à luz e que mudanças posso notar no corpo? Como me preparar para a hora do parto?

Em primeiro lugar, é nesse período que a barriga vai abaixando, porque o bebê está se posicionando para o nascimento. Quando a gravidez chega a 36 semanas, é importante deixar uma mala pronta para a mamãe e o filho. Para saber o que deve levar, informe-se no hospital, porque há maternidades que fornecem camisolas e roupinhas para os pequenos.

Só um profissional pode avaliar quando a futura mamãe está em trabalho de parto. É analisada a dilatação, o número de contrações, a presença da bolsa, os batimentos cardíacos do bebê, se já perdeu o tampão.

Sentir contração, o rompimento da bolsa e a eliminação do tampão (rolha de catarro que tampa o colo do útero e evita a entrada de bactérias) não são sinônimos de que a criança vai nascer a qualquer momento.

Mantenha a calma se notar qualquer um desses detalhes e procure um médico. Isso vale também caso apresente algum sangramento durante qualquer momento da gestação. Portanto, tenha sempre à mão o telefone do profissional e da maternidade.

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